9 de abril de 2008

Ragu italiano

Eu adoro massas. Mesmo. E amo conversar sobre elas, seja lá aonde estiver. Em um desses recentes papos gastronômicos, na copa da empresa em que trabalho, me encantei por uma receita simples e aparentemente muito saborosa, de família, daquelas consagradas por gerações: um ragu para comer com pasta.

Antes de tudo, ragu é um molho espesso, geralmente feito com carne e vinho, cozido por um bom tempo, em fogo brando. Aquele tipo de coisa da mamma mesmo, feito com carinho. Essa receita é da Liliana Lavoratti, colega de profissão, muito apaixonada pelo jornalismo e pela boa mesa. Como podem perceber pelo seu nome, ela tem suas origens na Italia, o que a torna uma excelente cozinheira em potencial e garante que a receita tem, no mínimo, fortes chances de ser um sucesso.

Esse é aquele tipo de prato que vai muito bem para um almoço de domingo em família. Recomenda-se um descansinho na rede pós-ragu, para dar um toque bem brasileiro à receita.

Ragu para macarrão

(por Liliana Lavoratti)

500g de carne bovina (patinho)
500g de pernil de porco
500g lingüiça suína fresca
(tudo moído no triturador de carne)

Cozinhe esses ingredientes em fogo baixo durante uma hora, tudo temperado com sal, pimenta do reino, MUITO ALECRIM (de preferência, fresco), em azeite de oliva e com um pouco de água para não queimar.

Quando tudo isso estiver bem cozido, cobrir totalmente com molho de tomate. De preferência, daquele preparado em casa (ver receita abaixo)

Deixar cozinhar a carne com o molho de tomate durante cerca de uma hora e meia, em fogo bem baixo, até secar boa parte do molho. O resultado final deve ser um ragu bem suculento.

Na hora de servir, acrescentar folhas de manjericão fresco no molho.

Molho de tomate caseiro
Basta ferver levemente os tomates, quando a casca estourar, bater no liquidificar e cozinhar durante uma hora em fogo baixo, com muita cebola e alho triturados no liquidificador).

19 de março de 2008

Cartola pernambucana

Estive em Pernambuco: lindo, quente, amistoso. E muito saboroso. Voltei com uma sacola só de comidinhas: alfinim, castanhas, doce de jaca, bananada, doce de leite, cachaça envelhecida em barril de carvalho e bolo de rolo. Pena que não deu pra trazer tudo. Ficaram apenas na lembrança a buchada de bode, a carne de sol, o coquetel de frutas nordestinas com cachaça, o peixe com molho de pitanga e o camarão regado à manga. Haja calorias!

Conversando com os nativos, descobri coisas interessantes: a comida vai ficando cada vez mais seca à medida que vamos avançando para o interior do estado – que, por sinal, é uma tripa fina e comprida de terra. Então, se no litoral a comida é bem molhada – como o camarão e o peixe com molho – no sertão a água vai escasseando e podemos experimentar a paçoca de carne de sol, a farinha e o feijão sem molho.

De todas as lembranças, a mais especial foi a cartola servida num restaurante caseiro em Gravatá, no sertão. Sem dúvida, a melhor sobremesa de todos os tempos. E muito simples, como a maior parte das boas coisas da vida: banana frita, queijo-manteiga grelhado na frigideira e muita canela e açúcar por cima. Divinal. Dá pra adaptar e usar queijo de coalho também.

Cartola
Corte uma banana no meio e frite com manteiga. Grelhe uma fatia generosa de queijo-manteiga, de forma que ele fique molinho por dentro e queimadinho por fora. Arrume num prato e polvilhe canela misturada com açúcar por cima. Dizem que acrescentar castanha moída também vale a pena. Coma de joelhos.

12 de março de 2008

Tomates com mascavo

Queridos leitores (vocês existem?),

Confesso que cansei. Tô precisando de um dia de bobeira, em frente ao mar, tomando uma água de coco e lendo um livro não-didático. Sim, algo sobre a vida, a morte, o cabelo de alguma atriz os as gordurinhas da mocinha-da-novela-das-8.

Nessas horas, lembro de comidas reconfortantes, e do que tempo em que eu apenas comia – e não precisava nem ler nem atender ao telefone ao mesmo tempo. E comida boa é tomate. Vermelho, suculento, cheio de licopenos e lembranças de tempos felizes.

Essa receitinha é fácil, fácil. Custo benefício 100%. Come-se com pão, sem nada, na massa, no assalto noturno à geladeira.

Tomates com mascavo

Tomates maduros – pode ser o italiano, o normal, o cereja
Açúcar mascavo
Vinagre balsâmico
Sal
Pimenta
Manjericão
Salsa
Castanha do pará, nozes ou qualquer coisa do gênero
Alho amassado

Corte os tomates em oito. Tempere com sal, pimenta, azeite de oliva, junte o alho amassado, o açúcar mascavo, e todos os outros ingredientes. Deixe no forno até a coisa ficar bem cozida e cheirando na casa. Coma quente, com uma amiga, antes de sair para a balada... Ou deixe esfriar e sirva como antepasto. Ou ponha sobre a massa já cozida. Gosto de salpicar parmesão torrado por cima também.

21 de fevereiro de 2008

Brigadeiro de capim santo

Não sou muito de ficar presa ao passado. Acho que essa é uma das muitas coisas que minha mãe passou pra mim. Nada de se remoer demais pelo que não vai mudar. “Afinal, pra frente é que se anda”, costuma dizer a sábia mamãe. Mas a verdade é que uma parte de mim gosta bastante de lembrar, ter raízes de onde tirar explicações, ritmos, cheiros, cores e memórias.

Por isso mesmo, estava lembrando que brigadeiro é algo assim, de certa forma, nostálgico pra mim. Eu sei que isso se aplica a milhões de brasileiros, uma vez que o doce redodinho é paixão nacional - só não superada pela cerveja e pelo futebol.

Houve épocas da minha vida em que o brigadeiro era uma verdadeira questão de identidade. Quando morei em terras estranhas, fazia brigadeiro umas duas vezes na semana. Ou pra mim e as amigas brasileiras, ou para alguma festinha para a qual tínhamos de levar iguarias-típicas-tupiniquins. Foi nessa época que me especializei na coisa. Sabia exatamente o ponto: se queria pra comer de colher, se era pra enrolar, se era pra ficar com a consistência de puxa-puxa, enfim, tudo uma questão de tempo de fogão e de muita paciência.

Mas em uma das últimas vezes que recebi pessoas em casa - por um motivo especialíssimo, por sinal - ofereci aos presentes um brigadeiro bem diferente. Verde. Lindo, cheiroso e muito fácil de fazer. Os ortodoxos (sim, eu tenho amigos que não gostam de experimentar coisas diferentes) torceram o nariz. Já os mais aventureiros, como eu, gostaram da novidade. E inclusive pediram mais. Levaram pra casa, pegaram a receita por e-mail, uma maravilha.

O segredo da verdura é o capim-santo, uma erva deliciosa que também lembra a minha infância, quando eu costumava me embebedar com seu chá e brincar de adedonha por horas a fio, varando a madrugada. Tem lá em casa, no jardim, ao lado do pé de acerola. Assim não foi tão difícil pegar um punhado e executar a receitinha, que tirei de um site bem maneiro, que já não me lembro mais o nome:

Brigadeiro de Capim Santo
1 lata de leite condensado
1 barra pequena de chocolate branco (tipo aquela de Galak mesmo)
1 copo de leite
1 punhado de capim santo (erva cidreira)

Bater o leite com o capim santo no liquidificador, coar e juntar o líquido verdinho com o leite condensado e o chocolate em pedaços. Quanto mais leite você colocar, mais vai demorar pra dar o ponto. Por isso sugiro que seja leite suficiente pra bater o capim sem detonar o liquidificador.
Levar ao fogo baixo e mexer, mexer, mexer até engrossar. Fazer as bolinhas e passar no açúcar. Também dá pra pular essa parte e ir direto da panela para a colher.

16 de fevereiro de 2008

Lições de vida - por Wilma Magalhães


Quando nem tudo é perfeito (ou seja: sempre), há que se tirar prazer dos pequenos detalhes. Aprendi essa lição esta semana, ao ler o emocionante relato da Wilma Magalhães sobre os meses em que esteve na cadeia. Coisas que só o Correio Braziliense faz por você.

Mas, enfim, esta lição me fez pensar que, apesar da ajuda da WM, esse é um exercício que faço há anos e me tem proporcionado ganhos surpreendentes.

O primeiro e mais importante deles é viver a vida de modo leve. Assim, resolvi fazer uma listinha pra compartilhar com meus queridos leitores algumas dessas pequenas coisas que podem salvar um dia da mornidão e da mesmice:

- Receber uma mensagem fofa no meio do dia
- Comer um picolé, ainda que seja de um sabor novo que você não aprove
- Colocar a mão pra fora da janela do carro enquanto dirige e sentir o vento entre os dedos (e não encontrar uma viatura da PM por perto)
- Encontrar uma gravura do Picasso num antiquário da cidade, não a poder comprar e mesmo assim admirar a obra por ela mesma
- Comprar um sapato novo e usar no mesmo dia
- Comer qualquer coisa que contenha cogumelo - exceto chá, que sobre isso não poderia opinar
- Sentir saudades dos pais, mesmo que eles tenham ficado fora apenas por uma semana
- Abraçar o irmão ao chegar em casa do trabalho e dizer o quanto você o ama
- Gabaritar uma questão de economia
- Ter uma incontrolável crise de riso na aula

A receita de felicidade de hoje é, portanto:

Passo 1
Pergunte ao seu “eu interior” o que ele está a fim de comer

Passo 2
Compre TUDO na padoca. Não deixe de obedecer a suas vontades em nenhum detalhe.

Passo 3
Deleite-se com o que comprou na frente da TV, assistindo ao programa do Jamie Oliver ou ao seu programa favorito

Resultado: Você será feliz ao melhor estilo WM.

11 de fevereiro de 2008

Vinaigrette


Da série - como a combinação vinho + remédio pode arruinar um jantar ou transformar alguém em motivo de piada

Neste fim de semana, combinei de cozinhar com amigos queridos. Estrear um fogão, pra ser mais exata. Animada, passei no mercado, comprei vinho, chocolate (minha intenção era fazer uma receita dos cookies da Fernanda), chá de jasmim e uma caixa de chiclete de melancia, minha nova moda gastronômica.

Mas qual não foi minha surpresa ao chegar ao local e tomar um comprimido de Tylenol para dor de cabeça: braços de Morfeu! Depois de uma taça de vinho, escorreguei no pufe, depois pulei pra cama e só acordei quando me chamaram para entrar no carro e zarpar. Nesse meio tempo, lembro-me de ter ouvido as palavras “Créu, créu, creu” (que, felizmente, vinham da casa ao lado) e ter comido um excelente filé com mostarda e arroz, precedido por uma saladinha acompanhada de molho vinaigrette. Ah, teve pudim de leite também.

Felizmente, dormi depois de ter cortado os ingredientes e feito o molho da salada. Assim não me senti tão inútil. A receita do filé, depois a cozinheira oficial da noite passa pra gente.

Nada melhor do que o simples e tradicional molho francês para temperar a vida e a salada:

Sauce Vinaigrette
Azeite extra virgem
Vinagre balsâmico
Sal
Pimenta do reino
Mostarda de Dijon (com as sementinhas, é mais charmoso)

Bata tudo com um garfo até emulsificar.
Nossa saladinha tinha alfaces roxa e americana, tomates (quase maduros) e palmitos (comprados na promoção, uma delícia).

6 de fevereiro de 2008

Obrigada, Valdivino!

Há na vida - pensam alguns - experiências libertadoras: ir ao cinema numa terça à noite, tomar um sorvete no meio da manhã, fazer uma tatuagem, gritar na rua, ler Sartre. Já me recomendaram algumas,e e eu, também, recomendei a alguns outras. Hoje passei por uma experiência dessas, de forma inesperada. Comprei um sapato numa loja e acabei ganhando uma massagem expressa, daquelas que você precisa sentar numa cadeira estranha numa posição um tanto quanto constrangedora, com o rosto virado pra baixo. Pensei no horário, em tudo que ainda precisava fazer. Apesar disso, resolvi dar uma chance ao aprendiz de massagista, o Valdivino, um garoto carente que participa de um programa social nessa tal rede de varejo de calçados.

Entrei em alfa cinco segundos depois de ele ter começado a massagem. Meu corpo estava lá, na cadeira, mas minha mente tinha viajado por milhares de quilômetros no tempo e no espaço. Pensei no enterro ao qual fui ontem, pensei na morte, pensei nos quatro filhos que gostaria de ter, pensei em quanto adoro economia, em quanto amo literatura, escrever, chorar, beijar na boca. À medida que ia relaxando, os pensamentos iam invadindo meu cérebro, minha alma. Virei só essência durante aqueles breves minutos que passei ali na cadeira da massagem. O Valdivino não tinha idéia do bem que me estava fazendo.

Quando ele terminou, sorriu e pediu que eu preenchesse uma ficha de avaliação. Dei uma olhada nas opiniões que haviam sido escritas acima da minha, por outras clientes: “perfeita”, “maravilhosa”, “esplêndida”. A minha opinião podia ser, claro, apenas uma: “libertadora”. Agradeci ao Valdivino e vim direto pra casa, atualizar o blog. Li o “Himno a la Celulilitis”, conteúdo do meu primeiro post, nos idos de 2006. E resolvi que, daqui pra frente, vou receber mais massagens e tomar mais sorvetes fora de hora.

18 de agosto de 2007

Presentes mexicanos


Gente!

Acabei de ganhar presentinhos maravilhosos de amigos que visitaram o México.
Como não sou boba nem nada, usei minha cara de pau para pedir presentes culinários, os meu preferidos. A Edit me trouxe um delicioso pote de essência de baunilha (dizem que uma das melhores do mundo) e o Rui, um vidro de jalapeños, adoráveis pimentinhas que eu gosto de colocar no guacamole. Ah, o Danilo também trouxe uma caixinha de mole poblano, um molho estranho com milhares de ingredientes, inclusive chocolate e pimenta. Enfim, banquete!

Tudo isso me fez lembrar meu querido amigo Técua (Tecuita, para os íntimos), que conheci na França e que morreu em 2005 num acidente de trânsito no México. Foi ele que apresentou à galera do Vilajão (nossa residência em Grenoble) as maravilhas da comida mexicana. Sem contar a maravilhosa tequila oro que levou muitos ao delírio. Enfim, lembranças da vida de estudante. Em breve receitinhas mexicanas. Saludos!

9 de agosto de 2007

Cookies da Fê


Olá, pessoal!

Long time, no see. Só para dizer que estou de volta às paradas de sucesso, com um hit da minha queridíssima amiga Fernanda Velloso. É o tal do cookie que ela tanto fala e tanto ama. Só não senti o cheiro dele ainda. Mas, se vocês quiserem tentar, eis a receita.

Lembro aos amigos que adoro postar receitar alheias, desde que testadas. Como essa é da Fê, eu confio. Aproveito pra dizer que amo essa garota e desejo tudo de melhor pra ela, já que cumplió años dia 5 deste mês.

Besos!

Ingredientes

2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa rasa de bicarbonato de sódio
3/4 xícara de açúcar mascavo
3/4 xícara de açúcar de confeiteiro (não mudar este ingrediente)
1 ovo
1 colher sopa rasa de essência de baunilha
1 xícara de manteiga (quase 1 tablete de 200g sem sal)
2 xícaras de chocolate em cubos ou gotinhas de chocolate(no Makro, vc as encontra)
1 xícara de castanha de caju picada (opcional)

Preparo - antes de tudo ligue o forno, temperatura média (190°C)

1. Misture os ingredientes secos numa vasilha: farinha, bicarbonato, sal. Reserve

2. AMOLEÇA (não deixar derreter) a manteiga no microondas (uns 15 seg na pot máx devem bastar).

3. Misture a manteiga com os ovos e os açúcares na batedeira (velocidade lenta, batendo apenas o suficiente para ligar).

4. Acrescente a essência de baunilha e vá acrescentando aos poucos a mistura seca do n° 1.

5. Depois jogue com alegria! os pedaços de chocolate (podem ser de barras de chocolate ao leite ou meio amargo, à sua escolha)

6. Use duas colheres para fazer as bolinhas de cookies e as coloque meio longe umas das outras em tabuleiro untado

7. O forno precisa ser pré-aquecido. E os cookies ficam lá dentro apenas 8 minutos. No máximo 10 min. Não dá para desgrudar da frente do forno, eles assam rápido. Aqui está outro segredo, você tira os cookies do forno ainda com uma cara meio crua -- eles vão parecer meio branquinhos, mas tenha fé, é assim mesmo, eles terminam de cozinhar fora do forno. Se eles ficam tempo demais lá dentro ficam DUROS no dia seguinte...

8. Deixe os cookies esfriarem para guardá-los num potinho desses de metal, que são bem vedados... Ou coma-os todos quentinhos mesmo hummm é o melhor!!!

19 de março de 2007

O melhor bolo de chocolate de todos os tempos da última semana


É isso aí. Bolo de chocolate vale para todas as situações. Quando estamos tristes, contentes, carentes, sozinhos, em família, enfim. É por isso que é uma receita clássica. Mas essa que passarei para vocês agora, acreditem, é a melhor que já provei dentre as inúmeras variações de receitas de bolo de chocolate.

Peguei a preciosidade numa tarde de ociosidade no programa da Nigella, do canal GNT. A moça é uma bela cozinheira, as receitas são supercharmosas e o cenário é a casa dela mesmo, tudo muito simples e muito legal. Ela chamou esse bolo de Chocolate Pudding porque, realmente, ele fica com uma textura que está entá entre a do petit gateau e a do brownie. Enfim, pessoal, coisa de louco!

O melhor é que a receita ainda pode ser provada por aqueles seres muito especiais, como a minha mãe, que não podem comer farinha de trigo e nenhum alimento que contenha gluten, uma proteina responsável por dar liga aos alimentos. A receita só leva ovo, chocolate meio-amargo e manteiga. Isso mesmo!

Ingredientes:

- 250g de chocolate meio-amargo derretido no microondas
- 125g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
Misture esses dois ingredientes (até a manteiga dissolver completamente) e deixe esfriar

Numa outra tigela, junte:
- 4 gemas
- 2 ovos inteiros
- 5 colheres de sopa de açúcar

Bata bem.

Acrescente umas duas colheres de Cointreau ou outro licor. Eu usei o FraAngelico, que é de amêndoas (uma delícia!). Vc também pode substituir por essência de baunilha. Agora complete o sabor com raspas da casca de um limão ou de uma laranja (eu usei limão e ficou maravilhoso. a Nigella usou laranja...)

Numa outra tigela:
- 4 claras
- 5 colheres de sopa de açúcarBata até ficar em neve. (para quem não sabe, é quando elas crescem, ficam branquinhas, como se fosse uma espuma durinha). Para isso eu usei a batedeira!

Depois, incorpore o chocolate com as gemas, bem devagar.
Por último, misture com uma colher ou garfo, MUUITO DEVAGAR, as claras à mistura do chocolate e das gemas.

Coloque tudo numa forma untada (pode ser até aquela de encaixe, própria para torta) e deixe no forno, a 180°, por 30min.

Quando a massa começar a esfriar, o meio do bolo vai murchar. Não se desespere. De acordo com a Nigella, isso acontece porque não leva farinha e não porque você é um desastre na cozinha! Espere esfriar (ou não) e ataque! Fica simplesmente maravilhoso se servido quente com uma bola de um bom sorvete de creme. Eu garanto.

16 de janeiro de 2007

Bolo da saudade – ou o brownie da Laís

Ninguém duvida que amigos são presentes de Deus. Eu, por exemplo, adoro os meus. O único problema é que, ultimamente, eu não tenho tido tempo para papear, sair, almoçar, essas coisas. Aí sempre que encontro com alguém ouço aquela clássica frase “Ta sumida!”. Isso não é bom, de jeito nenhum. Mas é necessário.

É por isso que a receita da vez é um bolo que eu adoro fazer para os meus amigos e que, em contrapartida, eles adoram comer. Eu o chamo de brownie, mas na verdade ele não é exatamente isso. De qualquer forma, com o perdão da modéstia, é uma delícia. A receita eu fui aperfeiçoando ao longo dos anos. Tirei algumas coisas e acrescentei outras, até que ele ficasse simples e MUITO fácil de fazer.

Para vocês terem uma idéia, eu fazia essa receita quando sobrevivia sem televisão, sem geladeira e pegava o forno emprestado do vizinho. E mesmo assim todo mundo amava! Pense num bolo bom!

Junte:
1 xíc. de manteiga sem sal ou margarina
2 xíc. de açúcar mascavo (não substitua esse ingrediente)
Bata na mão mesmo (ou na batedeira) até ficar esbranquiçado.

Agora esqueça a batedeira. O resto é só no muque!

3 ovos
2 xíc. de f. de trigo peneirada

Bata mais. Junte:

1 c. de sopa de fermento em pó.
Ah, vcs podem colocar tb uma colherzinha de essência de baunilha

Para finalizar (a melhor parte!)
Coloque...
1 xíc. de chocolate meio amargo picado
1 xíc de chocolate branco picado
1 xíc de nozes (ou avelã, macadâmia, castanha) picadas
... dentro da massa.

Leve para assar em forno médio. È muito rápido e não pode deixar passar do ponto de jeito nenhum, se não ele fica duro. Depois não fala que eu não avisei. Detalhe: o bolo fica meio solado, mas em compensação o chocolate ainda fica em pedaços dentro da massa.

É bom quente, com sorvete. É bom no dia seguinte, sem nada mesmo. Já comi uma receita dessa sozinha! E depois passei o resto do dia correndo no parque. (heheh, quem é mulher me entende).

Também estou feliz por ter postado essa receita, assim não terei que passá-la por e-mail para o povo. Vocês não imaginam: são dezenas de pedidos por semana! (Geeela!).

Beijos para todos.

14 de novembro de 2006

Espaguete com tomatinho cereja e verdes


(Ia escrever delicioso no título, mas se não fosse eu não colocaria no blog, né?)

Entre estudar sobre as constituições brasileiras e assistir a programas interessantes em canais de televisão estrangeiros, fico com a segunda opção, se pudesse optar. Mas, como não posso, meus momentos em frente à telinha tem que ser sempre muito bem aproveitados. Um exemplo desse uso racional da televisão é a receita que eu passarei a vocês, meus queridos leitores. Foi vista por essa que vos fala num canal de TV francês, que eu não sei o nome, feito por um chefe francês que eu desconheço a procedência e provado pela versão francesa da Ana Maria Braga que eu nunca tinha ouvido falar na minha vida. Apesar da inconsistência das informações, resolvi testar. E, com toda sinceridade, é muito boa.

Vou tentar explicar. O segredo do sucesso está na combinação do suco de tomate cereja italiano (aquele compridinho e pequeno) e mais um montão de manjericão, salsa, pimenta calabresa, alho e azeite, muito azeite. Ah, tem também um aceto balsâmico, que eu não sei pra que que serve na receita, mas que garanto: não deve ser dispensado. De acordo com o chefe que tava testando, é essencial para liberar os sabores do tomate (!). Ele resumiu essa combinação como “gosto de verão”. Como não sou dada a arroubos sentimentais, não resumo, como mesmo e pronto. E foi isso que eu fiz. Aproveitei que tinha uma galera aqui em casa e preparei a receita na companhia de pessoas muito especiais.

Acredito que tenha pego todos os ingredientes, porque ao contrário dos programas brasileiros, os franceses não costumam mostrar aquelas receitinhas na tela. Vão colocando tudo na frigideira e a gente vai tentando acompanhar. Soma-se a isso o fato de o meu francês estar para lá de enferrujado e os nomes de ervas e temperos ser um tanto bizarro em todas as línguas, inclusive na nossa.

Mas, vamos lá:

Um caixa de espaguete cozido al dente
(Não entendo de números de espaguetes, mas acho que usei o 3 da Barilla)
Duas caixas de tomatinho cereja italiano
Meio maço de manjericão picado grosseiramente
1/3 de maço de salsinha picada
Um pouco (acho que uma colher de sobremesa) de pimenta calabresa
Uma cabeça de alho cortada em fatias finas
(o bafo vale a pena)
Azeite
Aceto balsamico
Sal
Pimenta do reino

Antes de tudo, coloque a água do macarrão pra ferver. O ideal é que molho e massa fiquem prontos ao mesmo tempo. Depois, lave bem os tomates (sem furar) e coloque numa forma. Coloque no forno pré-aquecido por uns 15 minutos, até ficarem macios e a pele começar a se romper.

Prepare o molho:
Numa panela ou numa frigideira grandona aqueça o azeite, frite o alho e a pimenta calabresa. Coloque os tomates e deixe o molho acontecer. Hehe. Rapidinho o tomate vai começar a soltar um caldo e se vc achar necessário, coloque água. Tempere com sal, pimenta do reino. Quando estiver no ponto, coloque o manjericão e a salsa. Depois derrame o macarrão na panela ou vice-versa.
(Eu acabei derramando boa parte no chão da cozinha).

Beijos para todas e bom feriado!

12 de setembro de 2006

Bolo de chocolate para um lanchinho gostoso


Tá bom, galera. Eu admito. Tem séculos que não passo por aqui. Tem séculos que nem mesmo penso no meu querido-blog-querido. A minha vida está uma correria, estou tendo pesadelos com freqüência e meus amigos não me agüentam mais ouvir falar sobre o mesmo assunto. Enfim, apesar de tudo isso, não deixei de comer. Continuo me alimentando, e bem. A freqüência de ingestão de saladas (que para alguns já era um tanto exagerada) deve ter praticamente triplicado. Em compensação, nada de queijo. Nada de leite. Nada de chocolate (oficialmente). Meu corpo não admite mais esse tipo de luxo. O negócio é ser cada vez mais vegetal (ou seria vegetativo?!).

Enfim,pessoal. Devido a certas restrições alimentares que acometem a minha pessoa -- e atendendo a pedidos para publicar uma sugestão para o lanche-- postovos-lhe (gostaram, né? Voltei a estudar gramática.) uma receita, deliciosa, de bolo de chocolate. Sem leite.

Na verdade era já velha conhecida, uma vez ser a vedete do livro de receitas da minha queridíssima Lu. Mas outro dia a cozinharam para mim numa deliciosa tarde de domingo e resolvi publicá-la aqui. Não se esqueçam que o ingrediente mais importante é o amor!

Bjs para todos e, por favor, no more posts nojentos no meu blog, Tourinho!

1 xícara de Nescau
2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de óleo
1 xícara de água fervendo
1 xícara de açúcar
2 ovos
1 colher de sopa de fermento

É fácil. Nem precisa de batedeira. E só misturar os secos e depois juntar os molhados (não, não é a banda do Ney Matogrosso).´POnha o fermento depois de tudo e não bata muito. Mexa e coloque para assar em forma untada e polvilhada com farinha.

Vale uma calda de chocolate. Eu sempre faço uma com Nescau, açúcar, manteiga e água (ou leite para quem puder). Vai sem medidas mesmo, na fé.

3 de julho de 2006

Frango au curry e chutney de manga



Fácil, rápido e ligth. Dizem que afrodisíaco também...

Não sou muito de economizar calorias. Mas esse prato é muito bom para quem quer comer bem sem ter que se preocupar em prestar contas com a consciência (e com a balança) depois de uma bela refeição. Roubei a idéia daquele blog de sempre, Kafka na Praia. Ele pode ser servido com arroz branco, já que concentra muito sabor. A última vez que fiz completei(amos) o menu com aquele purê de batata com casca e algo. Enfim, ficou ótimo. Acho que essa receita economiza no curry e no chutney. Dá para colocar bem mais do que o especificado. Mas,claro, vale sempre aquele clichê do "à gosto".

Ah, o chutney comprei em Penedo, no Rio, uma colônia islandesa onde são vendidas muitas comidinhas boas de inverno: biscoitos aromatizados com canela e cravo, chocolate, fondue, vinhos, trutas. Não sei onde vocês podem encontrar o ingrediente em Brasília, mas não deve ser difícil. Se não for possível achar, vale sem ele mesmo.

Beijos!

Para quatro pessoas:

1 kg de filezinho sassami
2 c. sopa de curry
2 dente de alho picado
1 cebola picadinha
1 pedaço pequeno de gengibre picadinho
2 tomates grande sem pele e sem sementes picado
1/4 de cubo de caldo de galinha dissolvido em 1/4 x. de água (coloque mais caldo se preferir mais salgado, mas lembre-se de que a carne de frango foi temperada)
2 c. sopa de óleo
um pouco de sal
1 c. chá de chutney de manga
1/2 copo de iogurte natural

Como fazer:
- Tempere a carne com metade do curry e um pouco de sal.
- Aqueça o óleo em uma panela e doure os pedaços de frango dos dois lados. Adicione a cebola e o alho, misture com cuidado. Adicione o gengibre, o tomate, o chutney, o resto do curry e o caldo de galinha. Misture e deixe cozinhar em fogo baixo com a panela tampada por cerca de 20-30 minutos ou até que a carne fique macia. Coloque algumas colheradas do iogurte sobre o curry e sirva com arroz.

2 de junho de 2006

Inédito: receitas alheias (e muito boas)


Pessoal!

Estou muito contente em apresentar a vocês a primeira participação especial do meu blog. O Leonardo Meireles, colega de profissão e, assim como eu, amante da boa mesa, se empolgou com o jeito simples e direto do Sem Centidos e resolveu postar uma receita de frango que me pareceu deliciosa. E fácil!

Sintam-se convidados para fazer o mesmo! Só temos uma condição para publicar receitas aqui: que vocês mesmos tenham feito. E que ela tenha ficado comível, claro!

Beijos para todos e obrigada, Leozinho!


"Aqui vai minha receita com uma pequena historinha de como a consegui. Um dia estava voltando de uma caminhada, de férias, sem nada para fazer e lembrei que minha querida amiga Priscila Borges havia me ensinado uma receita de um frango. Que por sua vez tinha aprendido com a sogra dela. Era mais fácil de fazer do que gol na defesa do Botafogo. Até um cunhado menor de idade que a Priscila tem conseguiu colocar em prática. Ou seja, o prato ideal para minha primeira inserção culinária. Liguei para ela, decorei os ingredientes e as instruções. Só tive o trabalho de passar no supermercado antes de ir para casa tentar a guloseima. Da primeira vez foi elogiado e não parei mais de fazer. Além disso, me deu coragem para tentar outras travessuras na cozinha...

Ingredientes
- Um pacote de sassami, também conhecido como filezinho de frango. Geralmente o pacote não chega a pesar um quilo. Dá tranquilamente para umas quatro pessoas
- Dois pacotes de creme de cebola
- Dois vidros de requeijão
- 300g de mussarela fatiada (pode ser um pouco menos, mas é que eu adoro queijo...)
- Uma caixinha de creme de leite (é melhor ser caixinha do que latinha)
- Azeite

Instruções
- Unte uma daquelas travessas de vidro com o azeite
- Separadamente, passe os filezinhos de frango no creme de cebola, como se fosse à milanesa
- Coloque os filezinhos na travessa
- Com uma colher, jogue o requeijão (um pote) sobre os filezinhos
- Cubra com queijo e depois, com a ajuda de um garfo, fure o queijo e o frango- Repita a operação com mais uma camada de filezinho no creme de cebola/requeijão/queijo
- Mais uma vez, fure o queijo e o filezinho
- Por cima de tudo, jogue o creme de leite todo
- Depois, é só deixar dentro do forno já quente por uns 50 minutos (o tempo varia e é bom dar uma experimentada no frango de vez em quando)

Note que é não preciso cozinhar o frango antes e nem temperá-lo. É fácil de aprender, razoavelmente rápido, calórico e muito gostoso."

19 de maio de 2006

Buemba: o papel do Tridente é comestível

Tóxico ou não, acabo de mastigar um Trident de canela com papel e tudo. Alguém poderia confirmar isso, por favor? Será que esse negócio vicia?

Juro, pessoal. Meu pai chegou contando a novidade em casa e resolvi testar.

Batata para iniciantes

Atendendo a pedidos, a receita que vem hoje é para quem não tem muita intimidade com o fogão. Antes, porém, queria compartilhar com vocês, meu queridos leitores, duas experiências gastronônicas.

A primeira deu-se no Villa Borghese, casa italiana na 201 Sul, em Brasília. O restaurante, que coincidentemente pertence a uma de minhas ídolas, -- a estrela do horário das 13h na programação local da Rede TV, Ana Toscano, que ensina diariamente receitas rápidas e fáceis -- é honesto: preços razoáveis por comida de excelente qualidade.

Pedi um filet paillard (aberto, um pouco batido e bem cozido) com molho de funghi porcini (sou literalmente enlouquedida por cogumelos comestíveis) e tagliatelle na manteiga. Combinação simples e deliciosa. Não estou ganhando nada pela propaganda, mas por amizade a vocês diria que vale a pena. Dei uma espiada no picadinho (mas não experimentei) e também me pareceu bem promissor, especialemte por vir acompanhado de farofa, uma das melhores invenções do mundo. A outra experiência conto depois pois acaba de me bater uma enorme preguiça de escrever.

Vamos ao que interessa: purê de batata com casca e alho crocante. Ortodoxos, não torçam o nariz! Casca de batata é uma delícia e deixa o purê com uma textura diferente. O alho crocante finaliza atribuindo personalidade a uma das coisas mais triviais e simples do mundo. Ah, antes que eu me esqueça: a idéia foi tirada do livro com receitas da Mara Alcamin. O Sabor Universal foi editado pela Senac em Brasília e está à venda por aí. Não costumo seguir tudo ao pé da letra, mas vou passar pra vocês exatamente como estava no livro.

Ingredientes para uma pessoa

200g de batatas cozidas e espremidas (para quem não be, existe um utensílio que ajuda a fazer isso rapidinho: espremedor de batatas)
100ml de creme de leite fresco (não use o normal)
1 pitada de pimenta preta
40g de manteiga sem sal
alho frito e crocante a gosto
sal

Observação sobre o alho: eu cortei uns dentinhos em fatias e coloquei no freezer por alguns minutos. Depois joguei numa frigideira com azeite bem quente e deixei que ficassem coradas. Não exagerem no tempo se não ele fica meio preto e amargo.

Juntem tudo e pronto. Pode ser que seja necessário esquentar antes de servir. Segundo a Mara Alcamim, o ponto ideal é "firme". Se ela tá dizendo...

13 de maio de 2006

Risoto de manjericão e limão



A receita dá pra seis pessoas. E antes que alguém me ache uma mestre na cozinha, essa receita não é minha. Foi publicada na Revista Época e eu peguei com uma simples consulta no Google: "risoto de limão". Apesar da casualidade, ela é um sucesso. Foi publicada neste humilde blog para atender a inúmeros pedidos (!!). Fiz umas três vezes. Nas duas primeiras ficou excelente. Na última, eu coloquei limão demais e ficou meio esquisito. Por isso, a dica: provem à medida que forem colocando o limão e parem quando julgarem necessário. O sabor é bem diferente. Prometo que na próxima receita tentarei evitar o limão.

A propósito: andei comendo um delicioso creme de cebola. Alguém tem uma boa receita disso?

Bom apetite!

Ingredientes

1 l de caldo de legumes, de preferência feito em casa (alguém alguma vez já fez caldo de legumes em casa?? Gente, põe 1 tablete de caldo knorr num litro d’água mesmo que fica ótimo!)
125g de manteiga sem sal
1 cebola roxa, sem pele, picada
1 cabeça de alho picada
400 gramas de arroz arbório (aquele próprio para risoto. Compro a marca nacional Blueville. É ótima e sensivelmente mais barata que as italianas)
150ml de vinho branco seco (não pense em dispensar este ingrediente)
6 c. sopa de manjericão picado
suco e raspa da casca de 4 limões
100g de parmesão ralado (por favor, raspem o parmesão na hora. Esse negócio de comprar aqueles saquinhos de queijo já ralado vai contra os princípios da boa mesa)
5 c. sopa de mascarpone (esse queijo custa uma fortuna e é difícil de achar, pelo menos em Brasília. Se não tiver, vai sem mesmo)
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo

Mantenha o caldo de legumes quente, quase fervendo Esquente o caldo de legumes e reserve. Em outra panela, refogue a cebola e o alho com metade da manteiga. Coloque o arroz e refogue por dois ou três minutos. Acrescente o vinho e deixe ferver, para reduzir bem. Vá despejando uma concha por vez de caldo de legumes, mexendo sempre para o arroz não grudar. Deixe sempre o arroz absorver o caldo antes de acrescentar mais. Cerca de 17 a 20 minutos (na verdade acho que demora bem mais...) depois, o arroz estará al dente, no ponto. Ponha na panela o manjericão, o suco e as raspas de limão, metade do parmesão e o mascarpone. Desligue o fogo e mexa, obtendo uma textura cremosa. Após montar os pratos, decore com manjericão e o restante do parmesão. Se não colocarem o mascarpone, vai ficar bom do mesmo jeito.

3 de maio de 2006

Papoula e Limão


Calma! Só usaremos a semente da papoula, gente! Assim, evitamos provocar qualquer barato. A única viagem da receita é o sabor. Ótimo. Bem azedinho - por causa das raspas de limão - e doce ao mesmo tempo. Não deixem de fazer a calda. Nesta receita, ela é indispensável. Perdoem a foto tosca, ainda estou começando. O pessoal lá de casa adorou a receita. Peguei da revista Moda Moldes da minha mãe. Bom apetite!

Ingredientes
2 xíc. de f. de trigo peneirada
1 xíc. de açúcar de confeiteiro
1 c. de chá de fermento
1 pitada de sal
1/4 xíc. de leite
4 ovos em temperatura ambiente
2 colheres de chá de essência de baunilha
1 xíc. de manteiga em temperatura ambiente
1/3 de xíc. de sementes de papoula
1 c. de sopa de casca de limão ralada (só a parte verde, hein!)

Calda
1/2 xic. de açúcar de confeiteiro
1/3 xíc. chá de suco de limão

Como fazer
Misture a farinha, o sal o fermento e e o açúcar. Reserve.
Neste meio-tempo, aproveite para untar a forma de bolo inglês (aquela que tem o formato de um pão de forma) com margarina e farinha, nesta ordem. Pré-aqueça o forno a 180º.
Junte os ovos, o leite e a baunilha e bata ligeiramente na batedeira. Separe metade desta mistura.
Junte uma das metades aos ingredientes secos e bata bem na batedeira. Depois, junte a outra metade e bata por mais uns 40s (acho que isso deve ser para deixar a massa bem fofinha).
No final, use um fouet ou uma colher grande para acrescentar as sementes de papoula e as raspas de limão.
Pronto! é só colocar na forma untada e levar ao forno. Demora de 35 a 40 min para ficar pronto. Usem o tradicional palitinho para verificar se a massa está cozida no centro.

A calda
Quando o bolo estiver quase pronto, junte os ingredientes da calda (açúcar e suco de limão) e coloque no fogo até o açúcar derreter. Depois, passe por cima do bolo recém-saído do forno. Espere uns cinco minutinhos, vire numa travessa (tenha muita calma nesta hora) e passe mais calda dos lados e em cima. Desvire novamente e pronto!
A galera comeu o bolo quente mesmo.

2 de maio de 2006

Tudo faz sentido


Olá pessoal!

Publicar receitas testadas e aprovadas foi uma ótima desculpa para a criação do Cem Sentidos. Nada melhor do que o paladar para nos atrair a um mundo de sensações. E reflexões também. Não achem que vamos parar pelo estômago por aqui! Para começar a exercitar (neste caso, o cérebro), segue um trecho do Hinmo a la celulitis, de Henrique Serna, citado no belíssimo Afrodite, de Isabel Allende:

Ó encanto da gorda
perna de robustez elefantina
que em gordura desborda!
Ó majestade divina
da coxa disfarçada de gelatina!
... Vivam as adiposas
adoradoras do esforço nulo,
que deixam as odiosas
fadigas para a mula
e comem tudo o que faz crescer sua bunda.

Não riam, pessoas! Para comer bem, é preciso deixar um pouco (também não vamos exagerar, né?) das neuras com a aparência. Afinal de contas, como diria minha mãe: "A gente morre e fica tudo aí, né?". Portanto, com um espírito aberto, comecemos.